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ProposiçãoEthics II.P489 / 18

Não há vontade absoluta na mente

Enunciado formal

Na mente não há vontade absoluta ou livre; a mente é determinada a querer isto ou aquilo por uma causa, que também foi determinada por outra causa, e esta última por outra, e assim ao infinito.

Em linguagem simples

O passo 2 (df-02) negou a vontade livre em Deus; este passo a nega em nós. A mente é um modo definido do pensamento — não um automovedor misterioso, mas um elo em uma cadeia causal infinita. Toda volição é determinada. A impressão de que você "poderia ter feito diferente" vem do autoconhecimento inadequado: você conhece o resultado da sua deliberação, mas não todas as causas que o produziram. Isso não é deprimente — é diagnóstico. Diz-nos onde procurar a liberdade genuína: não no querer incausado, mas em outro lugar.

Por que isto se segue

O passo 2 (df-02) removeu a vontade livre de Deus. O passo 8 (df-08) mostrou que a mente tem conhecimento adequado da essência necessária de Deus. Agora Spinoza aplica a conclusão diretamente à mente humana: como a mente é um modo de Deus e tudo em Deus se segue necessariamente, a própria mente é determinada. A tese antivoluntarista está assegurada tanto pelo lado cósmico quanto pelo humano.

A negação da vontade absoluta está agora estabelecida tanto para Deus quanto para a mente humana.

Conceitos conectados

Se não há vontade absoluta na mente, Spinoza ainda pode distinguir significativamente entre uma pessoa que age com sabedoria e uma que age com tolice?