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ProposiçãoEthics IV.P713 / 18

Um afeto só é superado por outro afeto mais forte e contrário

Um afeto só é superado por outro afeto mais forte e contrário13
Ethics IV.P7

Enunciado formal

Um afeto só pode ser controlado ou destruído por outro afeto contrário e com mais potência para controlá-lo.

Em linguagem simples

Você não pode raciocinar para sair do medo apenas pela lógica pura — precisa de um contra-afeto mais forte que o medo. É por isso que Spinoza não é um racionalista ingênuo. Conhecer a verdade é necessário mas não suficiente; a verdade precisa se tornar um afeto, uma determinação afetiva vivida, para fazer algum trabalho. Um insight filosófico que permanece abstrato não pode superar o apelo vívido do ciúme ou da ansiedade. A liberdade prática requer que a compreensão gere seus próprios afetos — e como vimos, ideias adequadas geram alegria.

Por que isto se segue

O passo 12 (df-12) definiu a servidão como ser movido pelo afeto mais forte presente. Este passo dá a lei que governa toda mudança de afeto: apenas um afeto contrário mais forte pode deslocar um existente. Isso explica tanto por que a servidão é tão persistente (os afetos passivos são vívidos e presentes) quanto como deve ser o remédio (a compreensão precisa se tornar afetivamente potente).

A liberdade prática deve operar por meio dos afetos, não ao redor deles.

Consegue pensar em um momento em que meramente saber que algo era irracional não o impediu de senti-lo? O que finalmente mudou o afeto — se algo mudou?