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ProposiçãoEthics IV.P2814 / 18

O sumo bem é o conhecimento de Deus

Enunciado formal

O sumo bem da mente é o conhecimento de Deus, e a suprema virtude da mente é conhecer Deus.

Em linguagem simples

Isso soa religioso, mas lembre-se do que "Deus" significa aqui: a totalidade da Natureza compreendida por suas leis necessárias. O "conhecimento de Deus" não é piedade — é a compreensão adequada mais profunda possível da realidade. E como a compreensão adequada gera alegria (é um aumento na potência da mente), o conhecimento de Deus é simultaneamente a mais alta conquista intelectual e a fonte mais estável de afeto positivo. A liberdade é cognitiva antes de ser moralista: você não primeiro disciplina sua vontade e depois aprende sobre Deus; você aprende sobre a realidade, e a disciplina se segue.

Por que isto se segue

O passo 8 (df-08) mostrou que a mente pode conhecer a essência de Deus. O passo 13 (df-13) mostrou que a liberdade requer afetos fortes o suficiente para superar afetos passivos. Este passo identifica o afeto mais forte de todos: a alegria de compreender Deus/Natureza, que é adequada, autossustentável e não dependente da fortuna externa.

A liberdade é fundamentalmente cognitiva — compreender Deus/Natureza é o sumo bem.

Se "conhecimento de Deus" significa apenas compreensão profunda da necessidade natural, por que Spinoza continua usando a palavra "Deus"? Que trabalho essa palavra faz?