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ProposiçãoEthics III.P1; Ethics III.P34 / 16

Atividade por ideias adequadas; passividade por ideias inadequadas

Atividade por ideias adequadas; passividade por ideias inadequadas4
Ethics III.P1; Ethics III.P3

Enunciado formal

Nossa mente é ativa na medida em que tem ideias adequadas, e passiva na medida em que tem ideias inadequadas. As atividades da mente surgem exclusivamente de ideias adequadas; os estados passivos dependem exclusivamente de ideias inadequadas.

Em linguagem simples

Aqui está a distinção mestra para tudo o que se segue. Quando você verdadeiramente compreende algo — apreendendo sua causa com clareza — você é a causa adequada do que se segue dessa compreensão. Você é ativo. Quando suas ideias são fragmentos confusos que dependem de coisas externas que você não apreende, você é meramente uma causa parcial. Você é passivo, empurrado de um lado para outro. Os afetos se dividirão exatamente ao longo dessa linha: alguns serão coisas que acontecem a você, outros serão coisas que você faz.

Por que isto se segue

A essência da mente é constituída por ideias adequadas e inadequadas (ce-02, II.P11, II.P13). O que quer que se siga de uma ideia adequada tem a mente como causa adequada (III, Definições I-II). O que se segue de uma ideia inadequada tem a mente como apenas causa parcial. Portanto, a fronteira ativo/passivo se mapeia diretamente sobre a fronteira adequado/inadequado.

A distinção ativo/passivo no afeto acompanha a distinção adequado/inadequado na cognição.

Você consegue pensar em um afeto que pareceu surgir de compreensão genuína, em vez de confusão? O que o tornou diferente?